O que significa quando o SBC remove o Identity header?
Para CTOs, engenheiros de voz, integradores e operadoras, a remoção do Identity header pelo SBC representa a perda da assinatura STIR/SHAKEN na interconexão SIP, fazendo com que a chamada chegue ao destino como não autenticada. Esse comportamento é crítico desde 17/08/2026, quando o Despacho Decisório Anatel nº 82/2026, publicado no DOU, passou a permitir que prestadoras apliquem filtros antispam baseados na ausência de autenticação. Na prática, gestores de telecom, provedores SIP e equipes técnicas de contact center passam a enfrentar queda de completamento e bloqueio de chamadas legítimas, pois a rede de destino pode tratar o tráfego sem assinatura como suspeito ou descartável. A remoção do header geralmente ocorre por configuração inadequada do SBC, incompatibilidade entre políticas de manipulação de headers em rotas SIP distintas ou ausência de assinatura na origem. É importante diferenciar autenticação de identificação: a primeira prova a origem verificada da chamada, enquanto a segunda apenas exibe o número ao usuário final. Quando o SBC remove o Identity header, a autenticação é quebrada, mesmo que a identificação continue visível. Isso gera risco de inadequação regulatória, pois a chamada perde a evidência de conformidade com os critérios de Origem Verificada e RCD esperados pela Anatel. Para mitigar o problema, é necessário auditar o trânsito do header em cada ponto de interconexão, revisar as regras de manipulação no SBC e validar se a operadora de origem está assinando corretamente as chamadas. A página da Anatel sobre autenticação e identificação de chamadas detalha os requisitos técnicos e operacionais aplicáveis, servindo como referência para ajustar políticas de bloqueio sem prejudicar tráfego legítimo.
Para entender melhor como a autenticação impacta a operação, veja também nosso guia sobre Infraestrutura de Telefonia Necessária para um Agente de IA, que aborda os requisitos de rede para garantir a integridade do sinal SIP.
O que verificar antes de avançar com SBC remove Identity header?
Antes de configurar a remoção do Identity header no SBC, é essencial mapear como suas chamadas são classificadas na interconexão. A decisão correta depende do perfil de tráfego, do comportamento da operadora destino e do nível de autenticação que seu provedor SIP já aplica na borda.

| Critério de verificação | O que avaliar na prática | Risco se ignorado | Ação recomendada antes da alteração |
|---|---|---|---|
| Perfil do tráfego originado | Chamadas de contact center, discador preditivo, tráfego revendido ou interconexão direta entre operadoras | Remoção global afeta clientes que já possuem assinatura válida e degrada a confiança do destino | Classificar rotas por tipo de origem e por cliente antes de qualquer mudança no SBC |
| Requisito da operadora destino | Se a operadora processa STIR/SHAKEN, exige RCD ou aplica filtros heurísticos quando o Identity header está ausente | Chamadas legítimas bloqueadas por política de autenticação ou classificadas como suspeitas | Homologar com a operadora destino o comportamento esperado para chamadas sem o Identity header |
| Capacidade de autenticação na origem | Se o provedor SIP aplica STIR/SHAKEN, Origem Verificada ou RCD antes do SBC | Remover o Identity header sem reaplicar autenticação destrói a prova de legitimidade da chamada | Confirmar se a assinatura é aplicada na origem e se o SBC consegue reaplicá-la quando necessário |
| Impacto operacional no contact center | Queda de completamento em campanhas ativas, chamadas de cobrança ou atendimento automatizado | Redução da taxa de atendimento e aumento de bloqueios em horários de pico | Testar em rota específica com ambiente de homologação que reproduza as condições de produção |
| Conformidade regulatória e acordos de interconexão | Obrigações contratuais com operadoras, exigências de autenticação de chamadas e documentação do fluxo | Alteração sem homologação pode violar acordos e gerar inadequação regulatória | Documentar o fluxo de chamadas e obter aprovação formal antes de aplicar em… |
Se você está lidando com bloqueios e quedas de completamento, confira também como Discador para Cobrança: Como Aumentar a Produtividade? para otimizar o fluxo de chamadas sem comprometer a autenticação.
Em ambientes onde a reputação do número é crítica, vale revisar as práticas de Qualidade baixa no WhatsApp Business: como recuperar a reputação, pois a mesma lógica de confiança se aplica ao tráfego SIP autenticado.
Como diagnosticar a perda do Identity header no seu SBC?
Engenheiros de voz e integradores enfrentam um desafio duplo quando o SBC remove Identity header: a falta de visibilidade sobre a autenticação da chamada e o risco de bloqueio no destino. O diagnóstico exige rastrear o INVITE em cada etapa do fluxo SIP, comparando o cabeçalho na entrada, no roteamento interno e na saída do SBC.

- Capture o INVITE na interface de ingresso
Gere uma chamada de teste e verifique se o header Identity está presente conforme a RFC 8224. Se ausente já na entrada, o problema está na origem ou no tronco anterior, não no SBC. - Compare com o INVITE na interface de egresso
Capture o mesmo diálogo na saída. Se o header existia na entrada e desapareceu na saída, o SBC está removendo a assinatura durante o roteamento interno. Revise as políticas de manipulação de headers aplicadas ao tronco de destino. - Teste com origens autenticadas e não autenticadas
Repita o teste com chamadas de um tronco com STIR/SHAKEN ativo e outro sem autenticação. Isso isola se a remoção ocorre por regra de origem ou por configuração global do SBC. - Analise os logs de decisão do SBC
Procure por ações de header delete ou identity remove associadas ao diálogo. A maioria dos SBCs registra a regra exata que alterou o cabeçalho, o que acelera a correção. - Valide o acordo de interconexão com a operadora de destino
Confirme se a operadora exige o header Identity para aceitar a chamada. Sem acordo que valide a assinatura, a remoção pode ser intencional e correta.
A observabilidade SIP do SBC é o recurso central para esse diagnóstico: ela mostra cada alteração de header em tempo real, permitindo comparar o INVITE original com o que chega ao destino.
Quando a remoção do Identity header é aceitável e quando é um risco?
A remoção do Identity header é aceitável em chamadas internas entre ramais da mesma operadora, onde não há interconexão externa. Nessas chamadas, a autenticação STIR/SHAKEN não impacta o roteamento e a ausência do header não gera bloqueio. O risco aumenta quando a chamada atravessa redes de terceiros que aplicam filtros antispam. Operadoras que validam a assinatura STIR/SHAKEN podem rejeitar chamadas sem o Identity header, derrubando seu completamento antes mesmo do agente atender.

Gestores de telecom e operadoras precisam avaliar o destino da chamada, a política da rede receptora e a criticidade do serviço antes de autorizar a remoção. O Despacho Decisório Anatel nº 82/2026 prevê exceções e revisão de bloqueio, mas o processo exige justificativa formal e tempo de análise. Chamadas de serviços essenciais, como saúde e emergência, exigem tratamento prioritário e revisão rápida, cenário incompatível com a remoção indiscriminada.
| Cenário de chamada | Risco de bloqueio indevido | Política de SBC e conformidade regulatória | Ação recomendada para gestores e operadoras |
|---|---|---|---|
| Interna entre ramais da mesma operadora | Baixo — sem interconexão externa | Não aplicável; exceção prevista no Despacho Anatel nº 82/2026 | Remoção tolerável; mantenha registro para auditoria |
| Para redes com filtro antispam ativo | Alto — rejeição por falta de assinatura | Exige STIR/SHAKEN válido; não conformidade gera bloqueio | Preserve o Identity header; corrija o SBC |
| Serviços essenciais (saúde, emergência) | Crítico — indisponibilidade inaceitável | Prioridade e revisão rápida conforme Anatel nº 82/2026 | Nunca remova; acione revisão de bloqueio formal |
| Para operadoras sem validação STIR/SHAKEN | Médio — depende da política local | Verifique acordos de interconexão e exceções regulatórias | Mantenha header; documente exceção se necessário |
Operadoras que removem o Identity header sem mapear o destino das chamadas assumem risco de bloqueio indevido e não conformidade regulatória.
Quais erros comuns levam à remoção do Identity header?
O erro mais frequente é não habilitar a inserção do header nos troncos de saída. Engenheiros de voz e integradores configuram a autenticação na entrada, mas esquecem o reajuste no tráfego egresso. O resultado é uma chamada sem assinatura válida na interconexão, sujeita a bloqueio pela operadora de destino.
Falhas de autenticação e bloqueios também surgem quando o SBC tenta validar um Identity header ausente ou corrompido. Se a política de segurança do equipamento estiver configurada para rejeitar chamadas sem assinatura, o tráfego legítimo é descartado antes mesmo de alcançar a rede do provedor. Isso costuma ocorrer em troncos onde a operadora ainda não envia o header, mas o SBC exige a validação por padrão.
A configuração de SBC e STIR/SHAKEN exige atenção ao fluxo completo. Codecs e manipulação de mídia que alteram o corpo da mensagem SIP podem forçar a reescrita do diálogo e descartar o Identity header. Cenários com transcodificação, fax over IP ou gravação forçada são os mais afetados. Firmware desatualizado também remove o header por padrão, pois versões antigas não implementam a assinatura corretamente.
Equipes que documentam a topologia SIP antes de configurar o SBC evitam a remoção acidental do Identity header em chamadas legítimas.
Erros operacionais que derrubam chamadas autenticadas
- Inserção apenas no tronco de entrada: O Identity header precisa ser assinado no egresso, não só verificado no ingresso. Sem isso, a chamada sai sem prova de autenticação e pode ser bloqueada na interconexão.
- Manipulação de SDP: Alterar codec, payload ou mídia sem renegociar o diálogo SIP faz o SBC reescrever a mensagem e remover o header. Use o modo de passagem de mídia quando possível.
- Firmware desatualizado: SBCs com versões antigas não reconhecem o campo Identity e o descartam.
Como STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada se relacionam com o Identity header?
Para CTOs e gestores de telecom, a falta de entendimento das camadas de autenticação costuma ser a causa raiz de bloqueios e quedas de completamento. O Identity header é o ponto de interseção entre STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada: ele carrega a assinatura criptográfica gerada na origem e permite que as camadas seguintes validem e apresentem a identificação ao usuário final. Quando o SBC remove esse header, a cadeia se rompe antes que qualquer mecanismo de verificação possa atuar.
O STIR/SHAKEN assina a chamada e insere o Identity header no INVITE. O RCD consome esse header para anexar dados comerciais do chamador, como nome e motivo da ligação. A Origem Verificada, por sua vez, valida essas informações antes de exibi-las no terminal. Sem o header intacto, nenhuma dessas camadas funciona: o destino recebe um INVITE sem prova de autenticação e o usuário final não vê identificação confiável.
Na prática, a decisão de preservar ou remover o header depende do tipo de tronco. Chamadas internas entre ramais da mesma operadora podem operar sem autenticação sem impacto imediato. Já chamadas destinadas a outras operadoras ou redes públicas exigem o header preservado para cumprir as diretrizes da página da Anatel sobre autenticação e identificação de chamadas. Uma política única de remoção cria falha silenciosa em fluxos que dependem de autenticação, afetando a reputação do originador e a experiência do destinatário. O diagnóstico exige comparar o SIP trace de cada tronco com o padrão esperado pela operadora de destino, validando o comportamento em ambiente de homologação antes de qualquer mudança em produção.
Conclusão: autenticação como base para chamadas confiáveis
A remoção do Identity header não é um fim em si, mas um sintoma de uma arquitetura de interconexão que precisa de revisão. Quando o SBC remove Identity header sem critério, sua operação perde a prova criptográfica de origem e fica refém de bloqueios na rede.
O custo de não agir aparece em chamadas legítimas rejeitadas, completamento reduzido e retrabalho constante com operadoras upstream. Cada chamada bloqueada por falta de autenticação representa um contato perdido e uma equipe que precisa explicar ao cliente por que o telefone não tocou.
Operadoras que tratam a autenticação como camada estrutural da interconexão reduzem drasticamente a ambiguidade sobre a origem das chamadas e previnem retrabalho regulatório. A conformidade com a regulação da Anatel exige que operadoras e provedores SIP mantenham a integridade da identificação do chamador em toda a cadeia.
A tw Solutions atua com STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada em operações reais de SIP e SBC. A consultoria mapeia onde o Identity header é descartado, valida se a remoção é intencional ou falha de configuração e implanta o tratamento correto para cada tipo de interconexão.
Antes de ajustar qualquer tronco, avalie o impacto da perda de autenticação no seu fluxo atual de chamadas. A decisão correta começa com um diagnóstico da sua arquitetura, não com uma configuração isolada no SBC.
Fale com um consultor da TW Solutions e avalie a arquitetura ideal para sua operação.
Fontes e referências
Segundo as referências institucionais abaixo, a validação técnica deve considerar a documentação primária de cada padrão e serviço.
- WebRTC: Real-Time Communication in Browsers — World Wide Web Consortium (W3C)
- RFC 3261: SIP — Session Initiation Protocol — RFC Editor
Perguntas frequentes
Quando o SBC remove Identity header em chamadas internas da operadora, isso gera risco de bloqueio?
Não, em chamadas internas entre ramais da mesma operadora, sem interconexão externa, a remoção do Identity header é aceitável, pois a autenticação STIR/SHAKEN não impacta o roteamento e a ausência do header não gera bloqueio. O risco surge quando a chamada atravessa redes de terceiros que aplicam filtros antispam.
Quais critérios devo avaliar antes de configurar o SBC para remover o Identity header?
Antes de configurar a remoção, mapeie como suas chamadas são classificadas na interconexão. Avalie o perfil do tráfego originado, como chamadas de contact center ou tráfego revendido, e o comportamento da operadora destino. A remoção global pode afetar clientes com assinatura válida e degradar a confiança do destino, então classifique as rotas adequadamente.
Qual a diferença entre o SBC remover o Identity header e a chamada chegar sem autenticação na origem?
A diferença está no ponto de falha. Se o Identity header está ausente já na entrada do SBC, o problema é na origem ou no tronco anterior. Se o SBC remove o header na saída, a chamada chega ao destino sem a assinatura STIR/SHAKEN, mesmo que ela tenha sido gerada corretamente na entrada, rompendo a cadeia de autenticação.
Como diagnosticar se o meu SBC está removendo o Identity header no fluxo SIP?
Capture o INVITE na interface de ingresso e verifique se o header Identity está presente conforme a RFC 8224. Depois, capture o mesmo diálogo na interface de egresso. Se o header estiver presente na entrada e ausente na saída, o SBC está removendo. Se ausente já na entrada, o problema está na origem ou no tronco anterior.
Como provar que a remoção do Identity header pelo SBC está causando bloqueio de chamadas legítimas?
O diagnóstico exige rastrear o INVITE em cada etapa do fluxo SIP, comparando o cabeçalho na entrada, no roteamento interno e na saída do SBC. Se o header está presente na entrada e ausente na saída, e a operadora de destino rejeita chamadas sem assinatura, isso prova que a remoção é a causa do bloqueio.
Qual a relação entre STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada quando o SBC remove o Identity header?
O Identity header é o ponto de interseção entre essas camadas: ele carrega a assinatura criptográfica gerada na origem. O STIR/SHAKEN assina a chamada e insere o header no INVITE, o RCD consome esse header para anexar dados comerciais. Quando o SBC remove o header, a cadeia se rompe antes que qualquer mecanismo de verificação possa atuar.




