O que é attestation em autenticação de chamadas?
Attestation em autenticação de chamadas é a classificação de confiança que o STIR/SHAKEN atribui à origem de uma ligação, indicando se o número foi verificado e em qual nível de garantia. Para CTOs, gestores de telecom, engenheiros de voz, integradores, operadoras, provedores SIP e equipes técnicas de contact center, esse conceito deixou de ser teórico: ele define se uma chamada legítima será entregue ou bloqueada. O protocolo STIR/SHAKEN gera três níveis de attestation. O nível A indica que a operadora verificou e tem controle total sobre o número de origem. O nível B confirma que a chamada passou por uma operadora, mas o número pode ter sido originado por um terceiro. O nível C sinaliza que a autenticação foi realizada, mas a relação com o número não pôde ser totalmente validada. No Brasil, a Anatel exige que grandes chamadores implementem a autenticação desde novembro de 2025, conforme o Despacho Decisório nº 82/2026 e as regras publicadas no site da agência. A ausência de attestation adequada gera queda de completamento, bloqueio de chamadas legítimas e risco de inadequação regulatória. Attestation não é filtro antispam: autenticar a origem não garante o completamento, mas reduz bloqueios indevidos quando operadoras consultam o STIR/SHAKEN antes da entrega. A implementação prática exige integração com o SBC e o provedor SIP, alinhamento com os critérios da Anatel e monitoramento contínuo dos níveis de attestation para evitar prejuízo operacional.
Como o attestation se diferencia de filtro antispam, RCD e 0303?
| Mecanismo | Função principal | O que resolve | O que não resolve | Risco de confusão para operadoras, provedores SIP e integradores |
|---|---|---|---|---|
| Attestation (STIR/SHAKEN) | Autenticar a origem da chamada e atribuir nível de confiança A, B ou C | Confirma que o número de origem é quem diz ser na sinalização | Não classifica a chamada como abusiva, não bloqueia e não exibe informações ao consumidor | Tratar attestation como filtro antispam leva a bloqueio de chamadas legítimas ou permissão de fraudes autenticadas |
| Filtro antispam | Bloquear ou sinalizar chamadas com comportamento suspeito | Reduz chamadas em massa, robocalls e tentativas de fraude por volume | Não autentica origem; pode gerar falso positivo em operações legítimas de contact center | Depender só do filtro sem attestation cria lacuna de autenticação e aumenta risco regulatório |
| RCD / Origem Verificada | Exibir nome, logotipo e motivo da chamada na tela do destinatário | Aumenta a confiança do consumidor e melhora a taxa de atendimento | Não autentica a chamada; depende de attestation prévio para ter base confiável | Implementar RCD sem attestation compromete a confiabilidade das informações exibidas |
| 0303 | Identificar chamadas de telemarketing ativo com prefixo obrigatório | Permite que o consumidor reconheça a natureza comercial da chamada | Não autentica a origem técnica nem bloqueia chamadas indesejadas | Ignorar o prefixo gera infração regulatória, conforme regras da Anatel para chamadas publicitárias |
| Não Me Perturbe | Bloquear ofertas para consumidores cadastrados no serviço da Anatel | Protege o consumidor contra telemarketing de empresas participantes | Não autentica chamadas nem substitui filtro antispam ou RCD | Desconsiderar a lista antes de campanhas gera multas e danos reputacionais |
Para gestores de telecom, a sequência operacional correta é autenticar com STIR/SHAKEN, aplicar políticas de filtro antispam e, então, enriquecer com RCD.

Quais são os níveis de attestation e como eles afetam a entrega da chamada?
O STIR/SHAKEN define três níveis de attestation que classificam o grau de confiança na identidade do chamador. Essa classificação orienta operadoras sobre como tratar cada chamada no processo de entrega, impactando diretamente engenheiros de voz, provedores SIP e operadoras.

- Nível A (verificação total): o provedor autentica o chamador com certificado digital e valida o número de origem completo. Indicado para operações que controlam a infraestrutura de ponta a ponta, como contact centers com SBC próprio e certificados STIR/SHAKEN configurados. Chamadas nível A têm maior chance de completamento, mas o attestation não é garantia de entrega — operadoras podem aplicar políticas adicionais de filtragem baseadas em reputação do número, volume de chamadas e histórico de denúncias.
- Nível B (verificação parcial): atribuído quando o provedor autentica a chamada, mas não valida totalmente a identidade do chamador. Ocorre em rotas com múltiplos saltos de roteamento ou tráfego vindo de rede intermediária sem certificação completa. Provedores SIP que revendem tráfego frequentemente operam nesse nível, aceitando maior risco de bloqueio em troca de flexibilidade de roteamento.
- Nível C (verificação de domínio apenas): confirma somente o domínio do provedor, sem validar o número específico que originou a chamada. Comum em tráfego revendido ou quando não há relação direta com o assinante final. Operadoras tendem a tratar níveis B e C com mais rigor, podendo bloquear chamadas legítimas se houver suspeita de abuso ou histórico de reclamações.
- Impacto operacional: a queda de completamento e o bloqueio de chamadas legítimas são riscos reais para quem depende de níveis B ou C. A atribuição correta do nível depende da capacidade técnica de rastrear e autenticar cada chamada na origem.
Como implementar attestation na sua operação sem cair em armadilhas?
- Confirme o enquadramento regulatório antes de qualquer mudança — Operadoras, provedores SIP e integradores devem verificar se o volume de originação exige adoção obrigatória do STIR/SHAKEN conforme as regras da Anatel. A falta de autenticação pode gerar risco de inadequação regulatória e bloqueio de chamadas legítimas por redes que já validam o cabeçalho Identity. Consulte a nota oficial da Anatel para confirmar prazos e critérios aplicáveis.
- Provisione certificados digitais e configure o SBC — Equipes técnicas de contact center e engenheiros de voz precisam integrar certificados digitais válidos ao Session Border Controller para assinar chamadas SIP e inserir o Identity corretamente. Certificados expirados ou cadeia de confiança incompleta derrubam o nível de attestation e aumentam a chance de rejeição na ponta.
- Execute testes controlados com destinos reais — Antes de liberar produção, valide chamadas entre ramais internos e com operadoras parceiras. O objetivo é confirmar se o cabeçalho está sendo gerado, transmitido e verificado sem degradar a entrega. Falhas nessa etapa costumam aparecer como queda de completamento para números legítimos.
- Monitore rejeições e ajuste a reputação da origem — Acompanhe relatórios de bloqueio por destino e correlacione com o nível de attestation enviado. Chamadas com attestation C tendem a sofrer mais restrições; revisar a configuração do SBC e a reputação do número ajuda a reduzir perdas operacionais.
- Revise a conformidade de forma contínua — A regulamentação evolui e as operadoras ajustam políticas de verificação. Acompanhe atualizações setoriais, como as discussões sobre anti-spam na Anatel, para evitar surpresas. A cobertura do Teletime traz contexto sobre o endurecimento das regras.
O fluxo prático segue esta ordem: enquadramento, certificados, configuração do SBC, testes e monitoramento.

Quais são os critérios que a Anatel usa para autorizar o bloqueio de chamadas?
O Despacho Decisório nº 82/2026, publicado no Diário Oficial da União, estabelece parâmetros objetivos para que a Anatel autorize medidas cautelares contra chamadas abusivas. A decisão não é arbitrária: exige comprovação de padrões técnicos que diferenciam tráfego legítimo de operações automatizadas em massa, como elevada proporção de chamadas de curtíssima duração, reduzida duração média das ligações, baixa taxa de completamento e a natureza da atividade econômica do originador. O tratamento deve ser isonômico entre tráfego intrarrede e inter-rede, sem favorecer chamadas próprias em detrimento de terceiros.
O despacho prevê exceções para entes públicos, serviços de emergência, saúde e utilidade pública, que exigem justificativa adicional e tratamento diferenciado. A revisão da medida cautelar deve ocorrer em até 10 dias corridos, com prazo reduzido para 6 horas quando houver risco a serviços essenciais. A decisão sobre o caso Vivo Anti-spam não concede liberdade irrestrita: a Anatel exige proporcionalidade entre o dano combatido e a medida aplicada, além de transparência na comunicação com o usuário afetado. As medidas cautelares publicadas pela Anatel demonstram que o bloqueio é ferramenta de último recurso, não política preventiva padrão.
Para operadoras, provedores SIP e gestores de telecom, o risco de bloqueio indevido cresce quando não há documentação do perfil de tráfego, registro da atividade econômica declarada e capacidade de resposta rápida a pedidos de revisão. Implementar filtro antispam configurável e monitoramento de chamadas contínuo permite identificar padrões anômalos antes que a sanção seja aplicada, reduzindo a probabilidade de números legítimos serem afetados. A conformidade com o Despacho Decisório nº 82/2026 exige integrar autenticação, evidências de tráfego e governança operacional em um processo único.
O que muda na prática para quem faz muitas chamadas?
Desde novembro de 2025, operadoras e provedores são obrigados a autenticar chamadas, o que afeta diretamente contact centers e grandes volumes de ligações. A ausência de autenticação adequada eleva o risco de bloqueio, mesmo para chamadas legítimas de cobrança, confirmação ou atendimento.
Para grandes chamadores, a reputação do número tornou-se tão relevante quanto a própria infraestrutura de discagem. Chamadas com attestation nível A e histórico positivo de reputação têm mais chance de completar, enquanto números com reclamações frequentes perdem prioridade de entrega.
O Despacho Decisório nº 82/2026, publicado pela Anatel, criou um mecanismo que permite às operadoras bloquear números com alto índice de reclamações. Operações que não ajustarem autenticação, reputação e pacing perderão completamento antes mesmo de qualquer bloqueio formal.
Na prática, a conformidade com a Anatel é obrigatória, e tentar burlar filtros com troca frequente de números ou identificadores falsos é arriscado e antiético. A estratégia sustentável combina três frentes: autenticação correta via STIR/SHAKEN, monitoramento contínuo de reputação e pacing inteligente de chamadas.
O pacing controla o volume de ligações por intervalo, evitando picos que disparam alertas de spam. Dados de qualidade na origem, como números válidos e opt-out respeitado, reduzem reclamações e preservam a saúde do número a médio prazo.
Para operações que precisam estruturar esse processo, a TW Solutions atua como parceira consultiva, auxiliando na implementação de autenticação, monitoramento e ajustes de infraestrutura. A consultoria avalia o enquadramento regulatório, a configuração dos SBCs e as rotas de origem verificada antes de qualquer mudança operacional.
Conclusão: o attestation é o caminho para chamadas confiáveis?
O attestation autenticação chamadas é a base técnica para restaurar a confiança na telefonia, mas não funciona isolado. Ele resolve a verificação de origem, enquanto a reputação do número e a qualidade do pacing continuam determinando se a ligação será completada ou bloqueada.
Operadores que combinam a autenticação STIR/SHAKEN com boas práticas de volume e horário reduzem o risco de bloqueio de chamadas legítimas. A regulação brasileira segue evoluindo, como mostra o Despacho Decisório nº 82/2026, e exige monitoramento contínuo das obrigações.
A implementação correta do attestation exige revisão da infraestrutura SIP, escolha adequada do nível de confiança e integração com SBCs e softwares de gestão de chamadas. Sem esse alinhamento, a autenticação pode até ser aplicada, mas sem garantir melhora real no completamento.
Para CTOs e gestores de telecom, o próximo passo é auditar como as chamadas saem hoje e comparar com os requisitos regulatórios. Essa análise define se a operação precisa apenas de ajuste de configuração ou de uma arquitetura nova de autenticação.
Manter-se atualizado sobre as regras da Anatel e as práticas de mercado é tão importante quanto a própria implementação técnica. A TW Solutions oferece suporte especializado para avaliar sua operação e desenhar uma estratégia de conformidade e confiança adequada ao seu cenário. Integrações com plataformas de telefonia e APIs para atendimento são exemplos de pontos que entram nessa análise.
Fale com um consultor da TW Solutions e avalie a arquitetura ideal para sua operação.
Perguntas frequentes
O que significa attestation em autenticação de chamadas e qual a sua função principal?
Attestation em autenticação de chamadas é a classificação de confiança que o protocolo STIR/SHAKEN atribui à origem de uma ligação. Ele indica se o número foi verificado e em qual nível de garantia (A, B ou C). Sua função é autenticar a origem, não classificar a chamada como abusiva.
Como o attestation autenticação chamadas afeta a entrega de chamadas legítimas em contact centers?
Chamadas com attestation nível A têm maior chance de completamento, pois indicam verificação total da origem. Para contact centers, isso significa que a configuração correta de certificados digitais no SBC é essencial para evitar bloqueios. O attestation não bloqueia, mas orienta as operadoras sobre como tratar a chamada.
Qual a diferença entre attestation autenticação chamadas e filtro antispam?
O attestation autentica a origem da chamada e atribui nível de confiança, enquanto o filtro antispam bloqueia ou sinaliza chamadas com comportamento suspeito. Tratar attestation como filtro antispam leva a bloqueio de chamadas legítimas ou permissão de fraudes autenticadas. São mecanismos complementares, não substitutos.
Quais critérios usar para escolher o nível de attestation autenticação chamadas adequado para minha operação?
O nível A é indicado para operações que controlam a infraestrutura de ponta a ponta, como contact centers com SBC próprio e certificados STIR/SHAKEN configurados. Se você não tem controle total sobre o número de origem, o nível B ou C pode ser mais realista. A escolha depende da sua capacidade de verificação.
Como implementar attestation autenticação chamadas sem cair em armadilhas de bloqueio?
Confirme o enquadramento regulatório antes de qualquer mudança, verificando se o volume de originação exige adoção obrigatória do STIR/SHAKEN. Provisione certificados digitais válidos e configure o SBC corretamente. A falta de autenticação pode gerar risco de inadequação regulatória e bloqueio de chamadas legítimas.
Quais são as limitações do attestation autenticação chamadas para evitar bloqueios?
O attestation resolve a verificação de origem, mas não funciona isolado. A reputação do número e a qualidade do pacing continuam determinando se a ligação será completada ou bloqueada. Chamadas com attestation nível A e histórico positivo de reputação têm mais chance de completar, enquanto números com reclamações perdem prioridade.




