Steer Shaken, Stir Shaking ou STIR/SHAKEN: qual é o nome correto?

Steer Shaken Stir Shaking nome correto é STIR/SHAKEN, um padrão de autenticação de chamadas. Este artigo explica as diferenças entre os termos e como implementar STIR/SHAKEN e RCD para melhorar a taxa de completamento.

Leonardo Ferreira12 min
Steer Shaken Stir Shaking nome correto

Steer Shaken, Stir Shaking ou STIR/SHAKEN: qual é o nome correto?

Steer Shaken Stir Shaking nome correto é STIR/SHAKEN, sigla para Secure Telephone Identity Revisited e Signature-based Handling of Asserted information using toKENs. “Steer Shaken” e “Stir Shaking” são apenas erros comuns de digitação e pronúncia — mas o padrão só autentica chamadas quando implementado pelas operadoras.

No Brasil, a Anatel adotou oficialmente o padrão e publicou o Despacho Decisório nº 82/2026 em 17 de agosto de 2026. A decisão define regras para implementação da autenticação de chamadas em todo o território nacional.

Para equipes técnicas de contact center e provedores SIP, a confusão entre os nomes é menos importante que o impacto operacional. Chamadas sem autenticação válida podem sofrer bloqueio ou queda de completamento, afetando diretamente a operação.

A implementação correta do STIR/SHAKEN exige que operadoras, SBCs e troncos SIP estejam alinhados com as regras da Anatel. Sem esse alinhamento, o risco de inadequação regulatória cresce na mesma proporção que o volume de chamadas legítimas bloqueadas.

Para entender a arquitetura completa após a publicação do despacho, leia o guia completo sobre o cenário brasileiro.

Filtro antispam, autenticação STIR/SHAKEN, RCD, 0303 e Não Me Perturbe: entenda as diferenças

CTOs, gestores de telecom, engenheiros de voz, integradores, operadoras, provedores SIP e equipes técnicas de contact center frequentemente confundem os mecanismos de combate a chamadas abusivas. Essa confusão entre termos e soluções gera o risco real de implementar a ferramenta errada para o problema observado, comprometendo o completamento de chamadas legítimas ou deixando a operação exposta a inadequações regulatórias.

Filtro antispam, autenticação STIR/SHAKEN, RCD, 0303 e Não Me Perturbe: entenda as diferenças — Steer Shaken Stir Shaking nome correto
Foto: Nothing Ahead / Pexels

O nome correto é STIR/SHAKEN, um padrão de autenticação que assina digitalmente chamadas VoIP para confirmar a origem do número. Ele não bloqueia nem filtra ligações; apenas cria uma camada de confiança para que operadoras e filtros decidam o que fazer com a chamada. Já o RCD (Rich Call Data) e a Origem Verificada exibem nome, logotipo e motivo da chamada no display do usuário, aumentando a confiança sem impedir a ligação.

Mecanismo O que faz O que não faz Próximo passo operacional
STIR/SHAKEN Autentica a origem da chamada com assinatura digital no tronco SIP. Não bloqueia chamadas abusivas nem avalia conteúdo ou volume. Configure o SBC para transportar a identidade STIR/SHAKEN sem perder a assinatura.
RCD / Origem Verificada Exibe nome, logotipo e motivo da chamada no display do receptor. Não impede a ligação; apenas aumenta a confiança do usuário. Cadastre a marca na operadora para que chamadas legítimas sejam identificadas.
Filtro antispam (Anatel) Bloqueia chamadas massivas com base em critérios de volume e padrão. Pode classificar erroneamente chamadas legítimas como spam. Monitore taxas de bloqueio e ajuste o volume de discagem por campanha.
Prefixo 0303 Identifica chamadas de telemarketing ativo no display. Não bloqueia a chamada; apenas sinaliza a natureza comercial. Use 0303 para campanhas de oferta e evite mascaramento de números.
Não Me Perturbe Cadastro que bloqueia ofertas de telecomunicações para o consumidor.

O que diz o Despacho Decisório nº 82/2026 da Anatel e como ele afeta sua operação?

O Despacho Decisório nº 82/2026 estabelece parâmetros para o filtro antisspam da Anatel, com impacto direto sobre operadoras, provedores SIP, integradores e equipes técnicas de contact center. A norma não impõe um padrão técnico único, mas define critérios objetivos de mitigação que cada prestadora deve implementar. Na prática, isso cria um cenário de risco operacional: chamadas legítimas de alto volume — como cobrança, agendamento e atendimento ativo — podem ser bloqueadas indevidamente se a operação não estiver preparada para comprovar a autenticidade da origem.

O que diz o Despacho Decisório nº 82/2026 da Anatel e como ele afeta sua operação? — Steer Shaken Stir Shaking nome correto
Foto: Jeffry Surianto / Pexels

A inadequação regulatória se manifesta quando o tráfego não possui assinatura STIR/SHAKEN, não está registrado no RCD (Robocall Mitigation Database) ou trafega sem a devida sinalização de Origem Verificada no tronco SIP. Nesses casos, o SBC da operadora pode classificar a chamada como suspeita com base em comportamento massivo, baixa duração média ou alta taxa de não completamento. O contexto do filtro antisspam reforça que a mitigação depende de critérios comportamentais e reputacionais, não apenas de listas estáticas.

Para equipes técnicas, o ponto crítico é validar a cadeia de autenticação ponta a ponta: origem SIP, assinatura no header Identity, verificação no SBC de destino e registro no RCD. Operações que dependem de chamadas essenciais devem documentar a natureza do serviço e manter canal direto com a operadora para revisão de bloqueios. A complexidade de implantação varia conforme a arquitetura atual, mas o tempo até valor é curto: quem autentica antes reduz o risco de queda de completamento e preserva a reputação dos números utilizados.

Como implementar STIR/SHAKEN e RCD na prática: passos para autenticar e identificar chamadas

Para CTOs, engenheiros de voz, integradores e provedores SIP, a implementação de STIR/SHAKEN e RCD exige coordenação entre infraestrutura interna, operadora e validação regulatória. A maior dificuldade técnica está em garantir que a assinatura sobreviva ao percurso SIP e que chamadas legítimas não sejam bloqueadas por filtros antispam.

Como implementar STIR/SHAKEN e RCD na prática: passos para autenticar e identificar chamadas — Steer Shaken Stir Shaking nome correto
Foto: Ademola Adebowale / Pexels
  1. Audite o SBC e o tronco SIP — Confirme se o SBC suporta STIR/SHAKEN e se o tronco com a operadora preserva os cabeçalhos Identity e Identity-Info no SIP INVITE. Se houver remoção no caminho, a autenticação se perde e o risco de bloqueio de chamadas legítimas aumenta.
  2. Obtenha e instale certificados digitais — Adquira certificados compatíveis em Autoridade Certificadora reconhecida, instale no SBC e ative a assinatura em ambiente de homologação. Teste antes de liberar produção para evitar rejeição em massa.
  3. Configure RCD e Origem Verificada — Anexe o payload com nome e dados do chamador no SIP INVITE. Sem RCD, a chamada pode ser autenticada, mas o destinatário não vê identificação clara, o que reduz a confiança e eleva a chance de recusa.
  4. Alinhe com a operadora a validação da assinatura — A operadora precisa reconhecer o certificado e encaminhar a identidade ao destino. Sem esse acordo, o esforço interno no SBC não gera efeito prático na entrega da chamada.
  5. Monitore completamento e ajuste pacing — Acompanhe taxas de rejeição por destino e reduza chamadas por segundo quando houver picos de bloqueio. Ajustes operacionais protegem a reputação mesmo com assinatura válida.

O calendário oficial da Anatel para autenticação e identificação de chamadas define prazos que afetam operadoras e provedores. A implementação deve ser tratada como requisito de operação, não apenas como melhoria técnica.

Quais erros evitar ao adotar STIR/SHAKEN e filtros antispam?

Equipes técnicas de contact center, operadoras e provedores SIP devem tratar a autenticação como requisito operacional, não como formalidade. Erros de configuração ou tentativas de contorno expõem a operação a bloqueio, sanções regulatórias e danos à reputação. A Anatel pode aplicar medidas cautelares contra infrações.

  • Ignorar a Origem Verificada no SBC: Configurar o Session Border Controller sem validar o attestation level recebido faz chamadas legítimas serem tratadas como suspeitas. O SBC precisa propagar a identidade assinada no tronco SIP; caso contrário, o RCD perde a função de triagem e o filtro da operadora bloqueia por precaução.
  • Rotacionar DIDs para escapar de bloqueios: Alternar números rapidamente para fugir de listas negras é detectado por operadoras. A consequência é o bloqueio preventivo da faixa inteira associada ao provedor SIP, afetando inclusive tráfego legítimo de outros clientes.
  • Tratar chamadas intrarrede sem autenticação: Deixar o fluxo interno fora do STIR/SHAKEN cria brecha para evasão. Operadoras interpretam tráfego não assinado como risco e podem rebaixar a reputação do tronco inteiro, mesmo que a chamada nunca saia da rede.
  • Presumir que autenticação garante completamento: A assinatura STIR/SHAKEN confirma a identidade, mas não autoriza conteúdo abusivo. Chamadas autenticadas que continuam gerando reclamações são bloqueadas pelo filtro antispam da operadora, pois a conformidade com as regras de consumo permanece obrigatória.
  • Falhar no opt-out e na gestão de reclamações: Sem canal funcional de exclusão, as queixas se acumulam na Anatel e aceleram sanções. O RCD depende de dados de reputação; ignorar reclamações corrói a Origem Verificada e reduz o completamento de chamadas legítimas.

A integração correta entre SBC, tronco SIP e operadora preserva a assinatura ponta a ponta. Sem isso, a chamada chega como não verificada e o investimento em autenticação não se converte em proteção real contra bloqueio.

Como escolher a solução certa para sua operação?

Para CTOs, gestores de telecom, integradores e operadoras, a dificuldade de escolha entre soluções de autenticação, filtro e identificação de chamadas é real — e o risco de investir em tecnologia inadequada se traduz em bloqueio de chamadas legítimas, queda de completamento e exposição regulatória. O primeiro passo é mapear o problema dominante: se a operação sofre com chamadas válidas sendo barradas por filtros antispam, a prioridade deve ser STIR/SHAKEN e RCD, que atestam a legitimidade da origem antes que o filtro decida bloquear. Se o gargalo está na identificação visual para o consumidor, Origem Verificada e recursos de apresentação de chamada entram no escopo.

Em seguida, avalie a complexidade de integração com a infraestrutura SIP e o SBC existentes. Soluções que exigem substituição de SBC ou reconfiguração profunda do tronco SIP aumentam o tempo de implantação e o risco operacional, especialmente em operadoras com tráfego contínuo. Prefira parceiros que ofereçam suporte nativo a STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada, com ambiente de testes e implantação em etapas, permitindo validar a autenticação antes de ativar em produção. A conformidade com o despacho da Anatel sobre autenticação de chamadas é obrigatória para todas as operadoras, independentemente do porte, e deve ser tratada como requisito mínimo — não como diferencial.

Por fim, análise o custo-benefício além do preço mensal: tempo até valor, necessidade de suporte especializado, políticas de bloqueio documentadas e procedimentos de contestação. Uma solução barata que derruba chamadas legítimas custa mais caro no médio prazo, tanto em receita perdida quanto em credibilidade junto ao consumidor.

Conclusão: o caminho para uma operação em conformidade e com alta taxa de completamento

A implementação de STIR/SHAKEN e RCD deixou de ser uma decisão estratégica opcional para se tornar um requisito operacional. Operadoras, provedores SIP e contact centers que não autenticam suas chamadas enfrentam bloqueios progressivos pelos filtros antispam das principais operadoras brasileiras. Equipes que documentam perfil, problema e requisitos reduzem ambiguidade na escolha da arquitetura de autenticação.

O planejamento técnico deve considerar a cadeia completa de sinalização: do tronco SIP ao SBC, da assinatura digital ao transporte da identidade verificada. A conformidade com o Despacho Decisório nº 82/2026 da Anatel exige monitoramento contínuo dos indicadores de completamento e análise dos registros de chamadas rejeitadas. Sem esse acompanhamento, erros de configuração podem passar despercebidos e comprometer a taxa de sucesso das ligações legítimas.

A avaliação da infraestrutura atual deve preceder qualquer decisão de compra ou implantação. CTOs e gestores de telecom precisam verificar se o SBC suporta o transporte da assinatura STIR/SHAKEN sem perda de informação, se o provedor SIP preserva o header de identidade e se a operadora de destino reconhece a assinatura como válida. Para aprofundar o entendimento sobre a arquitetura completa, consulte o guia sobre STIR/SHAKEN no Brasil após o Despacho 82/2026.

A TW Solutions, operadora autorizada pela ANATEL desde 2007, oferece suporte na análise de arquiteturas de autenticação, na configuração de SBCs e na integração com redes SIP. Uma consultoria personalizada pode identificar gargalos de sinalização, validar a correta implementação do RCD e ajustar a operação para reduzir bloqueios sem comprometer a experiência do usuário final.

Fale com um consultor da TW Solutions e avalie a arquitetura ideal para sua operação.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre Steer Shaken, Stir Shaking e STIR/SHAKEN para autenticação de chamadas?

O nome correto é STIR/SHAKEN, sigla para Secure Telephone Identity Revisited e Signature-based Handling of Asserted information using toKENs. Steer Shaken e Stir Shaking são apenas erros comuns de digitação e pronúncia. O termo designa o padrão que autentica chamadas VoIP para reduzir spoofing.

Como o padrão STIR/SHAKEN assina digitalmente chamadas VoIP para confirmar a origem do número?

STIR/SHAKEN autentica chamadas VoIP assinando digitalmente a identidade do chamador. Ele não bloqueia nem filtra ligações; apenas cria uma assinatura que confirma a origem do número. Para funcionar, o SBC precisa suportar o padrão e o tronco SIP deve preservar os cabeçalhos Identity e Identity-Info no SIP INVITE.

O que o Despacho Decisório nº 82/2026 da Anatel exige na prática para implementar STIR/SHAKEN na minha operação?

O Despacho Decisório nº 82/2026 define critérios objetivos de mitigação que cada prestadora deve implementar, sem impor um padrão técnico único. Na prática, chamadas legítimas de alto volume podem ser bloqueadas se a operação não comprovar a autenticidade da origem. A implementação exige auditar o SBC e o tronco SIP para garantir que a assinatura sobreviva ao percurso.

Quais critérios devo avaliar para escolher entre STIR/SHAKEN, RCD e Origem Verificada para minha operação?

O primeiro passo é mapear o problema dominante. Se chamadas válidas são barradas por filtros antispam, priorize STIR/SHAKEN e RCD, que atestam a legitimidade da origem antes da decisão de bloqueio. Se o gargalo é identificação visual para o consumidor, Origem Verificada e recursos de apresentação de chamadas são mais adequados.

Quais riscos de bloqueio de chamadas legítimas existem ao implementar STIR/SHAKEN incorretamente?

Configurar o SBC sem validar o attestation level recebido faz chamadas legítimas serem tratadas como suspeitas. Se o SBC não propagar a identidade assinada no tronco SIP, o RCD perde a função de triagem e o filtro da operadora bloqueia por prevenção. Isso resulta em queda de completamento e exposição a sanções regulatórias.

Como o STIR/SHAKEN se relaciona com o RCD para evitar que chamadas legítimas de cobrança sejam bloqueadas?

STIR/SHAKEN autentica a origem da chamada e o RCD usa essa autenticação para triagem antes que o filtro antispam decida bloquear. Chamadas legítimas de alto volume, como cobrança e agendamento, podem ser bloqueadas indevidamente se a operação não estiver preparada para comprovar a autenticidade da origem. A assinatura precisa sobreviver ao percurso SIP até o destino.

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Leonardo Ferreira

Especialista em marketing digital e estrategias de crescimento organico.

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